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RENASCIMENTO DA INDÚSTRIA

O RENASCIMENTO DA INDÚSTRIA TRANSFORMA A INVENÇÃO, APRENDIZADO, PRODUÇÃO E COMÉRCIO

Uma profunda transformação social está em curso em uma escala não vista desde o grande Renascimento Europeu. Então, a imprensa de Gutenberg fez livros e o conhecimento que eles continham ficaram disponíveis para todos. Hoje, o novo livro é a experiência. A tecnologia digital que habilita experiências virtuais, e que está possibilitando um Renascimento da Indústria, também está abalando todos os setores da sociedade com novas formas, tanto reais quanto virtuais, de inventar, produzir e comercializar.

Uma mudança radical está ocorrendo ao nosso redor. As empresas sem ativos físicos – poderosas empresas de plataformas que incluem Amazon, Google e Alibaba – se tornaram participantes da indústria, inventando veículos autônomos e objetos conectados que mudam radicalmente a maneira como vivemos.

Nas Fablabs em todo o mundo, qualquer pessoa pode criar um objeto inteligente conectado em apenas algumas horas. As Startups Uber e Airbnb romperam indústrias inteiras, enquanto firmas como Boeing estão se reinventando com novos modelos de negócios orientados a serviços. As OEMs estão criando conexões digitais profundas com seus fornecedores, transformando cadeias de suprimento em redes de valor.

Algo grande está acontecendo e é mais profundo do que conceitos como “transformação digital” podem explicar. Na verdade, não é nada menos do que um Renascimento Global da Indústria, uma transformação na qual os mundos virtuais – ecossistemas digitais completos que permitem aos usuários ampliar e melhorar o mundo real – estão permitindo à humanidade imaginar, mapear, modelar e projetar ambientes inteiramente novos. As plataformas de experiência digital são a infraestrutura desses mundos virtuais, reduzindo a zero a distância entre lugares, pessoas, ideias e soluções, ao mesmo tempo em que possibilita novas formas de pensar, aprender, agir e interagir.

“A combinação dos mundos virtuais e da plataforma de experiência é de fato um renascimento, onde existe esse entusiasmo recém-descoberto que acompanha as pessoas fazendo as coisas com mais eficiência em menos tempo e com menos dinheiro”, disse Tom Zahner, COO da A A ZAHNER Company, uma firma de engenharia arquitetônica, fabricação e construção com sede em Kansas City, Missouri. “O entusiasmo que você tira das pessoas é incrivelmente poderoso.”

Esse poder está alterando a própria natureza e definição da indústria, de um meio de produção para um processo de criação de valor possibilitado por redes de alto valor agregado nas quais o real e o virtual se fundem para criar, produzir e trocar experiências sustentáveis.

“Até 2020, acreditamos que pelo menos 55% das organizações serão digitalmente determinadas, transformando os mercados e reinventando o futuro por meio de novos modelos de negócios, produtos e serviços habilitados digitalmente”, disse Shawn Fitzgerald, chefe de pesquisa da World Wide Digital Transformation Strategies.

 

NOVAS CATEGORIAS DE INDÚSTRIAS

Como Fitzgerald observou, o renascimento da indústria está permitindo que novas categorias de empresas criem novas soluções para novos clientes – e a transformação é muito mais abrangente do que a atenção global em torno do Google, Amazon, Alibaba, Uber e Airbnb.

A AeroMobil, com sede na Eslováquia, por exemplo, está recebendo pré-encomendas de um automóvel voador de decolagem vertical, uma nova categoria de mobilidade que combina o melhor do automóvel e da aviação. Essa combinação, por sua vez, permite que a empresa possa atrair uma categoria totalmente nova de clientes – pilotos automotivos – com uma experiência inteiramente nova, antes disponível para um grupo seleto: o transporte aéreo sob demanda.

“Estamos tentando democratizar o voo pessoal com a capacidade de voar em qualquer lugar a qualquer momento e entregá-lo de porta em porta”, disse Jonathan Carrier, vice-presidente de desenvolvimento corporativo da empresa.

O processo de design envolveu 40 especialistas de aviação e automotivo, conectados virtualmente na plataforma de experiência virtual da AeroMobil. “A capacidade de conectar e reunir múltiplos fluxos de dados e experiências em uma única plataforma é extremamente poderosa”, disse Carrier.

A empresa dinamarquesa de calçados ECCO, por sua vez, usou sua plataforma de experiência virtual para produzir uma experiência única e experimental ao cliente: palmilhas personalizadas, impressas em 3D para atender aos requisitos dos pés de cada cliente em menos de uma hora.

“ATÉ 2020, ACREDITAMOS QUE PELO MENOS 55% DAS ORGANIZAÇÕES SERÃO DEFINIDAS DIGITALMENTE, TRANSFORMANDO O MERCADO E REINTERPRETANDO O FUTURO”. SHAWN FITZGERALDHEAD DE PESQUISA, ESTRATÉGIAS MUNDIAIS DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

A experiência Quant-U da ECCO combina scanners e sensores para medir e corrigir passadas individuais e andar com um produto personalizado. A experiência coloca a ECCO na encruzilhada das indústrias de calçados e órteses, criando a oportunidade de entrar em mercados totalmente novos e potencialmente atender a uma nova gama de clientes.

“É extremamente importante oferecer experiências individualizadas e profundas”, disse Patrizio Carlucci, chefe do Laboratório de Inovação da ECCO. “Isso não era possível antes sem uma sinergia de tecnologias tão complexas, mas perfeita”.

A fabricante alemã de equipamentos agrícolas CLAAS usa uma plataforma de experiência virtual para projetar seus produtos mais recentes. Ele também fornece um mundo virtual que permite que os clientes (fazendeiros) façam compras, personalizem e em breve, testem os novos produtos virtualmente no portal de clientes da empresa, o CLAAS Connect.

Enquanto os clientes navegam e experimentam, o CLAAS coleta feedback. Sua plataforma de experiência virtual analisa esse feedback para gerar insights que o CLAAS pode incorporar em sua próxima geração de produtos. Depois que os clientes compram, os dispositivos conectados à IoT instalados em suas colheitadeiras, enviam um fluxo constante de dados para a empresa – dados que podem ser vendidos, um novo modelo de negócios para a CLAAS.

 

CONHECIMENTO E KNOW-HOW

Como esses exemplos indicam, a própria natureza da indústria está mudando. Em vez de ser uma maneira de produzir bens padronizados, como tem sido há séculos, a indústria está se tornando um processo de criação de valor que visa atender aos gostos dos consumidores em rápida evolução.

“Hoje, os entrevistados dizem que os clientes são os principais responsáveis por suas estratégias de negócios digitais”, informa Vanson Bourne, empresa britânica de pesquisa de mercado, citando “uma geração crescente de consumidores, cujo apetite insaciável por serviços mais rápidos e personalizados está criando um fértil ambiente para as empresas mais ágeis e orientadas pela informação prosperarem. ”

Se empresas ágeis e voltadas para a informação são o futuro, então o conhecimento e o know-how ricos e acessíveis são as novas chaves para o sucesso – e não a capacidade de fabricação, como a Indústria 4.0 enfatiza. A fabricação, afinal, pode ser terceirizada para contratar fábricas. Mas o conhecimento e o know-how são as matérias-primas da inovação, determinando a capacidade da humanidade de inventar soluções sustentáveis que enfrentam desafios globais anteriormente intratáveis.

Esse renascimento da aprendizagem através do suporte digital para o pensamento crítico humano transforma a indústria de um meio de produção em um processo de criação de valor, possibilitado por redes de alto valor agregado nas quais o real e o virtual se fundem para criar, produzir e trocar experiências sustentáveis.

As plataformas de experiência virtual aceleram e expandem a capacidade da humanidade de coletar, compartilhar, experimentar, aprender e aplicar conhecimento e know-how, liberando vastos horizontes de inovação. Mas quando o domínio superior do conhecimento e do know-how determina os vencedores e perdedores, as empresas sobrecarregadas com legados na infra-estrutura ficam para trás.

“A capacidade de conectar e trazer vários fluxos de dados e experiências em uma única plataforma é extremamente poderosa.”

JONATHAN CARRIERVICE Presidente, Desenvolvimento Corporativo, AEROMOBIL

” A arquitetura corporativa em empresas tradicionais normalmente reflete em era passada, quando não era necessário que as empresas mudassem suas estratégias de negócios, lançassem novos produtos e serviços e incorporassem processos de negócios  em hipervelocidade”, observou a McKinsey & Company em estudo de 2017 – “Evolução perpétua: A abordagem de gestão necessária para tranformação digital”

Hoje a hipervelocidade é um pré-requisito para a sobrevivência – e os mundos virtuais nas plataformas de experiência virtuais são úteis.

 

RENASCIMENTO DA INDÚSTRIA EM AÇÃO

A Kreisel Electric, uma Startup de e-mobilidade baseada na Áustria, foi fundada para desenvolver baterias para veículos elétricos. A empresa logo percebeu, no entanto, que nenhuma empresa ainda havia produzido um drivetrain projetado especialmente para os requisitos de veículos elétricos,  incluindo aceleração rápida em alta velocidade em um espaço muito apertado com os motores elétricos disponíveis. Confiantes de que poderiam melhorar significativamente o desempenho do veículo elétrico, a equipe começou a mapear drivetrain virtualmente.

Como a experiência da Kreisel Electric estava em baterias, no entanto, eles usaram sua plataforma de experiência virtual para criar um ambiente onde pudessem colaborar com engenheiros especializados em requisitos de drivetrain para veículos elétricos.

“Os mundos virtuais se mostraram importantes para a prototipagem e ajudaram a reduzir os erros, o que, por sua vez, reduziu as falhas no processo de desenvolvimento”, disse Helmut Kastler, chefe de engenharia mecânica e elétrica da Kreisel. “Erros podem ser vistos no mundo virtual, então uma pessoa de produção pode ver qual parte está causando um problema e voltar para a Engenharia” para desenvolver uma resolução.”

Como demonstra a experiência da Kreisel Electric, as plataformas de experiência virtual ampliam a colaboração para completar os ecossistemas de colaboradores, dentro e fora da empresa, para redes virtuais de fornecedores, parceiros, clientes e prospects. Isso faz das plataformas de experiência digital a infra-estrutura do renascimento da indústria.

O “Virtual Cingapura”, um gêmeo virtual (também conhecido como gêmeo digital) de toda a cidade, é um exemplo disso. Por quatro anos, a Fundação Nacional de Pesquisa de Cingapura (NRF) está construindo o gêmeo virtual usando dados 2D e 3D altamente precisos no nível das calçadas, ruas … até mesmo das plantas nos parques.

Cingapura usa esse mundo virtual como um ambiente de colaboração entre diferentes agências, disse George Loh, diretor de programas da NRF. Ele citou o exemplo de pilotar um drone em Cingapura, que envolve a solicitação de licenças de vários órgãos governamentais e reguladores.

Em vez de se candidatar separadamente a cada ministério, Loh disse, um operador de drone pode apresentar uma rota de voo proposta em Cingapura Virtual, alertando as agências reguladoras para estudar, fazer perguntas e aprovar as licenças. Enquanto isso, outras agências podem ver oportunidades de coletar dados ao longo da mesma rota de vôo para seus projetos.

Por exemplo, eles podem estar olhando para monitorar a construção de uma nova linha de metrô ou mapear a flora em um parque da cidade. Suas solicitações podem ser adicionadas à trajetória de voo, aumentando a eficiência porque um único voo pode atender às necessidades de várias partes.

“O gêmeo digital é um novo conceito e exigiu uma mudança de paradigma”, disse Loh. “É uma maneira completamente nova de adquirir conhecimento e aprendizado”.

O ZAHNER, que se descreve como “a interseção entre arte e arquitetura”, é outro exemplo de como a experiência virtual pode ser transformadora em mundos virtuais.

A ZAHNER é conhecida por sua capacidade de produzir edifícios com formas alucinantes, incluindo o Museu Automotivo Petersen, em Los Angeles, envolvido em prender fitas de aço que ondulam no exterior do edifício. Essas reviravoltas dramáticas só são possíveis com o uso da experiência virtual da ZAHNER, disse Tom Zahner.

“As formas curvilíneas com as quais nos envolvemos, o modelo 3D e a experiência virtual nos permitem pegar um elemento e movê-lo por um edifício”, disse ele. “Com as técnicas do velho mundo, o tempo que levaria para reiterar continuamente se essa [forma] atenderia aos requisitos estruturais, requisitos de material e capacidade de fabricação levaria uma eternidade. Mas o mundo virtual permite mover um pedaço de metal moldado por um edifício [virtualmente], acelerando exponencialmente o processo. ”

 

OS PROFISSIONAIS DO FUTURO

O renascimento da indústria é moldado por um novo corpo de conhecimento. O sucesso no século XX foi construído sobre fundações que não podiam ser sustentadas: um número limitado de matérias-primas processadas, uma quantidade limitada de conhecimento e uma economia em silos. A indústria do século XXI enfrenta desafios muito mais complexos que exigem uma abordagem multidisciplinar e de inovação, onde a maior parte do trabalho para harmonizar produtos, natureza e vida ocorre em mundos virtuais.

Quando a indústria se torna um processo de constante invenção e reinvenção, o conhecimento e o know-how devem estar disponíveis para todos. Os mundos virtuais suportados por plataformas de experiência virtual – os equivalentes de livros e impressoras do século XXI – dão às pessoas acesso ao conhecimento, know-how e habilidades de colaboração para imaginar, testar, criar e operar experiências holísticas nos mundos real e virtual. Ao contrário da opinião popular, as pessoas não aprendem menos; livres de tarefas rotineiras, aprenderão mais e aprenderão fazendo. O know-how forjado pela experiência aumentará o conhecimento.

“Trabalhar em parceria com máquinas aumentará a capacidade das pessoas de coordenar recursos e aprender no momento, o que, por sua vez, redefinirá as expectativas de trabalho e exigirá que as estruturas corporativas se adaptem aos recursos em expansão das equipes de máquinas-homem”, observa McKinsey em seu relatório, “A próxima era das parcerias homem / máquina”.

É uma boa descrição das atividades da Yellow River Engineering Consulting, uma empresa de engenharia de arquitetura com sede em Zhengzhou, China, que supervisiona muitos projetos internacionais.

“No design tradicional, são necessárias várias camadas de análises humanas para evitar erros, omissões e colisões”, disse Shunqun Yang, líder da academia de engenharia da empresa. “No entanto, com a fonte de dados única e a colaboração em tempo real possíveis em nossa plataforma de experiência, uma [única] revisão pode identificar e resolver problemas antecipadamente e evitar modificações repetidas, economizando tempo de design e melhorando a eficiência do projeto e a qualidade do produto.”

Como demonstra a Yellow River Engineering Consulting, os principais negócios de amanhã serão aqueles que capacitarão suas forças de trabalho e redes de valor com o conhecimento e o know-how para oferecer novas categorias de soluções sustentáveis.

“CONHECIMENTO E KNOW-HOW É O FATOR MAIS IMPORTANTE DO SUCESSO DE NOSSA EMPRESA.” Helmut Kastlerhead de engenharia mecânica e elétrica – Kreisel Electric

“Para empresas em rápido crescimento, é especialmente importante garantir que todos os funcionários tenham acesso às informações necessárias para realizar seu trabalho e, ao mesmo tempo, [que] eles possam compartilhar o conhecimento e o know-how que trazem para a empresa”

Os mundos virtuais suportam esses objetivos, servindo simultaneamente como bibliotecas, workshops e sistemas operacionais. Enquanto isso, as plataformas virtuais ajudam os funcionários a capturar e localizar conhecimentos relevantes para que possam reutilizar, aprender ou experimentar.

“Você pode aprender novos conhecimentos lendo um livro”, disse Loh, da NRF.“Mas no gêmeo digital, você pode aprender novos conhecimentos através de visualizações, que é uma experiência mais imersiva que ajuda a melhorar a compreensão.”

O Bureau of Labor Statistics dos EUA projeta que os estudantes de hoje terão de oito a 10 empregos quando completarem 38 anos. A experiência virtual implica uma grande mudança na maneira como eles aprenderão, especialmente no trabalho.

“Até 2030, os trabalhadores criarão novas infra-estruturas de trabalho para adquirir as habilidades e conhecimentos necessários para executar seu trabalho com sucesso”, prevê o Institute for the Future.

“O aprendizado instantâneo se tornará o modus operandi, e a capacidade de adquirir novos conhecimentos será mais valorizada do que o conhecimento que as pessoas já possuem.”

As plataformas de experiência virtual oferecem suporte a mundos virtuais que dão aos trabalhadores acesso imediato ao conhecimento e ao know-how de uma empresa, complementados pelo treinamento de seus parceiros em centros de educação, governo, fábricas e inovação.

 

O IMPERATIVO DE TRANSFORMAR

A inovação virtual está remodelando as indústrias, interrompendo os modelos operacionais e de negócios existentes, criando uma riqueza de novas oportunidades para os negócios e a sociedade.

Com o conhecimento e know-how, essas oportunidades estão disponíveis para todos. À medida que entram em foco o Renascimento da Indústria e a promessa que traz através dos mundos virtuais habilitados pelas plataformas de experiência virtual, os líderes empresariais agora têm um caminho claro para criar e lucrar com um futuro mais próspero e sustentável.

 

Fonte: COMPASS The 3D Experience Magazine

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