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HÍBRIDO FLEX da TOYOTA chega este ano

Tecnologia desenvolvida por engenheiros do Brasil e do Japão vai funcionar com eletricidade e etanol, produção começa no quarto trimestre.

A Toyota vai iniciar a produção do primeiro carro híbrido flex do mundo no último trimestre deste ano. A tecnologia desenvolvida por engenheiros do Brasil e do Japão vai permitir o uso de etanol ou gasolina para o motor a combustão que atuará em conjunto com o motor elétrico. Embora a empresa não confirme oficialmente, o modelo receberá a tecnologia exclusiva será o sedã Corolla produzido pela fábrica em Indaiatuba (SP).

Hibrido Flex Toyota

A Toyota já fez testes no País com o importado híbrido Prius usando a tecnologia, mas a produção desse modelo poderá ocorrer futuramente.

A fábrica de Indaiatuba está recebendo aporte de R$ 1 bilhão para produzir a nova versão do Corolla, que terá uma versão híbrida. A confirmação do projeto, anunciado em dezembro, foi feita no dia 12 de fevereiro pelo presidente da Toyota América Latina, Steve St. Angelo. “Além do mercado interno, nossa intenção é exportar a tecnologia pois há outros países que usam etanol, por exemplo os Estados Unidos.”

A empresa aguarda da matriz japonesa aval para produzir um utilitário-esportivo (SUV) de pequeno porte para competir no segmento que mais cresce em vendas no País e que concentra modelos como Jeep Renegade e Hyundai Creta. Segundo fontes de mercado, é provável que o SUV será desenvolvido na plataforma do Yaris (hatch e sedã), produzido na unidade de Sorocaba (SP), junto com o compacto Etios.

Mercado: A Toyota espera para este ano crescimento de 9,5% em suas vendas, abaixo do projetado para o mercado total de automóveis e comerciais leves, de 11,3%. Em 2018, vendeu 200,9 mil veículos – o melhor desempenho de sua história. O Volume foi de 5,4% superior ao do ano anterior, índice também inferior ao do mercado, que cresceu 13,8%. “Temos problemas de capacidade, pois estamos trabalhando no limite nas duas fábricas”, justifica Rafael Chang, presidente da Toyota Brasil.

A produção deve crescer 7,6%, para 225 mil carros, sendo 28% para exportação. As fábricas de Sorocaba e de motores em Porto Feliz operam em três turnos; a de Indaiatuba em dois. O Grupo tem quase 7 mil funcionários e “não demitiu ninguém durante a crise”, diz Chang.

Fonte: O Estado de São Paulo 13/02/2018

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